FRATERNIDADE ROSACRUZ  in LUSITANIA

Lusitano Centro Rosacruz Max Heindel

Autorizado por The Rosicrucian Fellowship

Rua de Cedofeita, 455 1º sala 8 * 4050-181 PORTO

Mente Sã,  Coração Nobre e Corpo Puro

 

 
 

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Labaças ou catacuzes ( Rumex crispus L.)

Existem em grande quantidade no “Graben” junto do “Horst de Cantanhede”(penedo) na Póvoa da Lomba onde foi obtida esta foto, localmente também lhe chamam Alabaças.

Para desintoxicar o organismo

As labaças ( Rumex crispus L.)

pertencem á família das Poligonáceas, existem mais de 200 espécies do género Rumex, Rumex, Rumex obtusifolius, de folha mais larga, Rumex acetosa também conhecida por erva azeda ou espinafre limão, ou sorrel em inglês e oseille em francês.

É uma planta vivaz, nativa da Europa e África, cresce espontânea um pouco por todo o lado, em lameiros, terrenos incultos, beiras de caminhos, searas, tornando-se muitas vezes invasora e difícil de erradicar devido às suas raízes profundas

Pode atingir 1 metro de altura, apresenta caule floral rígido e robusto, folhas alternas com nervuras centrais avermelhadas, raiz espessa, rugosa e amarela ao corte, daí o seu nome inglês ser também yellow dock. Cheiro acre e sabor amargo.

Esta planta silvestre tem tanto interesse fito terapêutico como culinário, para fins terapêuticos utilizam-se tanto as folhas como as raízes e para fins culinários somente as folhas.

A sopa de labaças com grão era um prato comum na dieta dos árabes, mencionada num tratado antigo como calmante para o estômago. No Alentejo é ainda hoje muito comum a sopa de labaças com feijão.

São ainda conhecidas pelo nome de catacuzes, ruibarbo-selvagem ou paciência aquática.

Componentes

Rica em ferro, cálcio, vitamina C, taninos, fósforo, antraquinonas, flavonóides (quercetina) e ácido oxálico.

Propriedades

Segundo a teoria das assinaturas (Paracelso 1493-1541 d.C.) as labaças com pintas vermelhas nas folhas eram utilizadas como depurativo do sangue, as labaças crespas de folhas e raízes amarelas eram utilizadas para tratar problemas hepáticos.

As labaças crescem normalmente junto das urtigas e são um bom antídoto para as picadas das mesmas quando esfregada na pele.

São úteis no tratamento de anemia, desintoxicação do organismo, ligeiramente diurética, prisão de ventre, indigestão, absorção deficiente de vitaminas, fraca tolerância a gorduras, fígado preguiçoso, icterícia ligeira e pele quente com prurido, vários problemas de pele como eczema, psoríase, acne inflamações do aparelho respiratório, gânglios linfáticos cronicamente inchados.

Nos dias quentes pode colocar uma folha de labaça nos sapatos para manter os pés frescos.

Em uso externo as folhas são úteis para tratar picadas de insectos, queimaduras solares e outras, com uma acção refrescante e cicatrizante.

 

Tinturaria

Das folhas do Rumex acetosa, obtém-se um bonito amarelo limão, verde ou castanho.

 

Culinária

Para além da conhecida sopa de catacuzes pode também utilizar as folhas do Rumex acetosa ou erva-azeda em saladas, molhos e omeletas, não devendo no entanto usar em excesso devido à alta concentração em ácido oxálico, as pessoas com problemas de ósseos, ou distúrbios renais, devem utilizar apenas doses terapêuticas ou não utilizar.

No receituário tradicional alentejano, com as labaças ou catacuzes fazem-se esparregados, sopas de feijão ou grão. Assim como a da sopa de grão com labaças ou espinafres. Logo, sabendo que por essa altura os árabes comiam favas e usavam o poejo, esta sopa tradicional alentejana é, provavelmente, mais uma receita de origem árabe.

SOPA DE ALABAÇAS, COM FAVAS, POEJO E QUEIJO DE CABRA

Ingredientes
1 molho pequeno de catacuzes
350g gramas favas novas descascadas
1 cebola nova com parte da rama verde
2 dentes de alho
1 molho de poejos
1/2 dl azeite
1 queijo fresco de CABRA ou em alternativa de ovelha(alentejano)
Água e sal q.b

Arranje o molho de catacuzes , aproveite só as folhas, escalde-as e reserve. Importante! Caso contrário ficarão muito amargas assim como todo o caldo da sopa.
Refogue a cebola bem picadinha no azeite. À parte faça um piso com os poejos, os alhos e o sal. Quando a cebola estiver transparente deite-lhe o piso e as favas. Mexa sempre e deixe esse preparado apurar um pouco. Para que as favas cozam e se mantenham sempre macias e mais saborosas, deite a água aos poucos e poucos (salpicos) , até ter o caldo desejado. Prove e rectifique o sal. Quando estas estiverem cozidas adicione então as catacuzes. Mexa e deixe cozer em lume brando por aprox. 8-10 minutos. Por fim, deite o queijo fresco de ovelha partido aos bocados, tape a panela e desligue o lume. Está pronta para ser servida.
Pode servir esta sopa com fatias de pão duro alentejano. E se o fizer, disponha o pão no prato e não na terrina. Mas lembre-se que deixa de ser sopa e passa à versão sopas ( migas de pão no caldo
“É uma sopa forte.
Rasgam-se sabores em cada colherada…”
SALADAS - que ficam fantásticas com pêra madura laminada, regando-se depois com bom azeite e noz ou avelã.
Com cuidado e o devido tempo de cozedura, pode sair uma sopa boa, mas há que não deixar passar muito para não virar incomestível. Na vocação culinária as labaças não andam longe dos agriões.

MEDICINA

Principios Activo: Substâncias amarelas, compostos antracênicos, emodol e emodina; compostos orgânicos, ferruginoso e fosforoso; taninos; ácidos orgânicos, oxálico, málico e cítrico.

USO INTERNO:
- deficiente absorção de vitaminas;
- intolerância a gorduras;
- Fígado preguiçoso;
- Anemia ligeira;
- doenças de pele como: eczemas, acne, erupções cutâneas que pioram com o calor, psoríase especialmente quando está associada a distúrbios digestivos e hepáticos. Há quem faça tisanas das labaças supostamente para “limpar” o aparelho digestivo;
- para a artrite;
- para tratar gânglios inchados nas crianças;
- para diarreias provocadas por intoxicações alimentares (ajuda a expelir rapidamente a causa da irritação;

As labaças têm inúmeras propriedades benéficas para o parelho digestivo, têm a virtude de limpar bem os intestinos e podem ser usadas como colutório para úlceras.

USO EXTERNO:

- Em ugentos e compressas para tratar queimaduras e infecções em feridas com cicatrização lenta;
- uma compressa com vinagre diluído em igual parte de água, refresca e suaviza rapidamente a pele irritada por exposição excessiva ao sol.

Modo de Usar :

Depurativo; desintoxicante hepático; estimulante da produçào d o suco biliar ; laxante; regularizador das funções intestinais : coloque 1 colher de sobremesa de raiz fatiada em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 3 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá, antes das principais refeições.

Afecções da pele, pruridos, dermatites, eczemas e erisipelas : em um pilão, coloque 3 colheres de sopa de folhas frescas fatiadas, previamente bem lavadas e enxutas. Adicione 1 colher de sobremesa de glocerina e amasse bem, até adquirir consistência de uma . espalhe em um pano ou gaze e aplique nos locais afetados, de 2 a 3 vezes ao dia.

Digestivo; ativador das funções hepáticas; estimulante e fluidificador do suco biliar; afecções renais; repositor de sais minerais : coloque 3 colheres de sopa de raizpicada em 1 garrafa de vinho branco seco. Deixe em amceraçào por 8 dias e coe. Tome 1 cálice,a ntes das principais erfeiçoes, podendo ser adoçado com mel.

Depurativo; digestivo; ativador das funçòes hepáticas, intestinais e renais : coloque 2 colhrees de sopa de raiz fatiada em 1 xícara de chá de álcool de cereais a 60%. Deixe em amceração por 10 dias e coe. Tome 1 colher de café, diluído em um pouco de água, antes das principais refeições.

Contra-indicações/cuidados: Pacientes com irriiase bijiar ou renal, em cases e cálculos formados pelo oxalato de cálcio.

Efeitos colaterais: o consumo da raiz fresca pode irritação das mucosas e vômitos.

Dosagem: decocção, 25 g de raízes de labaças em 600 ml de água, fervidas durante 20 minutos. Tomar 1 chávena 2 a 3 vezes por dia.
Tintura das raízes das labaças: tome 1 colher de chá 3 vezes ao dia. Para obstipação crónica, faça uma tintura combinando as labaças com aloe-vera e caneleira.
As folhas: podem ser adstringentes. Para doenças da pele, o uso interno da raíz pode ser complementado por uma aplicação tópica refrescante das folhas, como cataplasma ou mesmo lavagem.
Modo de conservar : As raízes e as folhas são secas ao , em local ventilado e sem umidade. Guardar em sacos de papel ou de pano, em separado.

 

Atenção: Existem diversas variedades de labaças, por isso se optar por colher, não as confundam. Há umas muito parecidas com as labaças crespas, com as mesmas propriedades refrescantes, mas com maior quantidade de ácido oxálico e estas são impróprias para usos medicinais. O mais seguro é comprar na ervanária.

Fontes do Texto:http://www.portaldojardim.com/pdj/2010/07/10/labacas-ou-catacuzes/ ; http://pardieirosonline.blogspot.pt/2010/06/herbalismo-labacas.html e http://www.plantasquecuram.com.br/ervas/labaca.html

http://www.novacritica-vinho.com/forum/viewtopic.php?p=58281&sid=6b5db6cdc7a78d8897344d8cd65badfe

 

Mais receitas com labaças

esparregado deslumbrante – Recentemente recordei duas receitas, bem simples, que a minha mãe usava e que hoje seriam deliciosas se se utilizassem.
Vou falar de uma que utilizava uma variedade de ervas naturais, mesmo naturais, das que se encontravam no campo, na primavera, que era uma delícia e à qual chamávamos “Ervas”, mas que era um esparregado deslumbrante.
Recolhiam-se no campo várias espécies de ervas, como saramagos tenros, urtigas (parece estranho não!), ervas do monte (não sei outro nome), papoilas (a parte verde, não a flor), folhas e talos de favas e labaças (folha comprida e larga em forma de viola) e talvez outras ervas ao gosto das pessoas.
Migavam-se todas estas ervas juntas e misturadas, excepto as labaças que ficavam à parte, punham-se a cozer com sal.
Depois de cozidas, eram bem espremidas até ficarem sem água.
As labaças cruas, mas migadas, eram colocadas numa frigideira que ia ao lume com azeite e dois ou três dentes de alho esmagados, até ficarem tenras. Em seguida juntavam-se as ervas cozidas e escorridas, misturavam-se com as labaças e o azeite, deitava-se uma colher ou duas de farinha natural e deixava-se passar bem até ficarem embebidas de azeite e com o sabor a alho. Não levava vinagre porque as labaças são ácidas e substituem-no naturalmente. Depois é comer com fatias de toucinho frito, morcela, chouriço, farinheira e outras carnes. Mas só ainda é melhor.

http://geramat.blogs.sapo.pt/2009/10/

Esparregado de Labaças
(Avis)

Ingredientes:
Labaças, água, sal, alho, azeite

Preparação:
Escaldam-se as labaças e refogam-se. Num tacho deita-se o azeite, alho, sal e água, leva-se ao lume a refogar. Depois colocam-se as labaças, dando-lhe a volta como se faz às migas.

http://www.novacritica-vinho.com/forum/viewtopic.php?t=1161&sid=41816ce5f87551f4a4d3fa44e5e97f94

 

    


 

 

 

 

 

 

 

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