FRATERNIDADE ROSACRUZ  in LUSITANIA

Lusitano Centro Rosacruz Max Heindel

Autorizado por The Rosicrucian Fellowship

Rua de Cedofeita, 455 1º sala 8 * 4050-181 PORTO

Mente Sã,  Coração Nobre e Corpo Puro

 

 
 

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SERVIÇO DE SOLSTÍCIO DE INVERNO

por Max Heindel

 

MÚSICA

 

Terceira Estrofe do Hino Rosacruz de Abertura cantada por todos os presentes.

 

Cumpramos todos o nosso dever

Do nobre e recto proceder

Sem ódio por amor agir

E nunca ao nosso dever fugir

Sabendo por amor obrar E repetindo-o sem cessar

O medo e o pecado assim,

Iremos dominar enfim.

 

RITUAL

 

O leitor descobre o emblema e profere a Saudação Rosacruz:

Queridas Irmãs e Irmãos - "Que As Rosas Floresçam Em Vossa Cruz".

Todos respondem: "E na vossa também".

 

Estamos agora no Solstício de Inverno, tempo em que a luz do Sol definha para o hemisfério norte, onde o frio e a tristeza são intensos nesta ocasião. Mas, na noite mais longa e mais escura para aquele hemisfério, o Sol retoma o seu caminho de ascensão para o norte; a Luz de Cristo de novo nasce na Terra e todo o mundo rejubila. A onda de vida e luz espiritual que será a base do crescimento e do progresso do próximo ano, atinge o máximo de sua altura e poder. A Terra está agora mais próxima do Sol e seus raios espirituais incidem em ângulo recto sobre a superfície da Terra no hemisfério norte, promovendo a espiritualidade, enquanto as actividades físicas são mantidas em expectativa, devido ao fato de os raios solares incidirem em ângulo oblíquo sobre a superfície da Terra.

É da maior importância para o estudante esotérico conhecer e compreender as condições particularmente favoráveis que prevalecem por ocasião do Natal, mais do que em qualquer outra ocasião, de modo a poder dirigir todas as suas energias na direcção espiritual, de forma a poder percorrer, com menor esforço, uma distância muito maior nessa direcção.

O apóstolo deu-nos uma maravilhosa definição da Divindade quando disse que "Deus é Luz", por isso a palavra Luz tem sido utilizada nos Ensinamentos Rosacruzes para ilustrar a natureza divina, especialmente o mistério da Trindade na Unidade. É ensinado claramente nas Sagradas Escrituras de todos os tempos, que Deus é Um e Indivisível. Ao mesmo tempo verificamos que assim como a luz branca Una é refractada nas três cores primárias: vermelho, amarelo e azul, assim também Deus se apresenta em tríplice aspecto durante Sua manifestação, pelo exercício das três funções divinas: de Criação, Preservação e de Dissolução.

Quando Deus exerce o atributo de Criação aparece como Jeová, o Espírito Santo; Ele é então o Senhor da Lei e da Geração e projecta a fertilidade solar directamente através dos satélites lunares de todos os planetas onde se torna necessário fornecer corpos para os seres evoluintes.

Quando Deus exerce o atributo de Preservação com o propósito de conservar os corpos gerados por Jeová sob as Leis da Natureza, Ele aparece como o Redentor, o Cristo, e irradia os princípios do Amor e da Regeneração directamente em qualquer planeta onde as criaturas de Jeová requeiram este auxílio para se libertarem das malhas da mortalidade e do egoísmo a fim de alcançar o altruísmo e a vida eterna.

Quando Deus exerce o atributo divino da Dissolução, aparece como o Pai que nos chama de volta ao nosso lar celeste para assimilarmos os frutos da experiência e do crescimento anímico por nós armazenado durante o Dia da Manifestação. Este solvente universal, o raio do Pai, emana então do Sol espiritual invisível.

Estes processos divinos de criação e nascimento, de preservação e de vida, de dissolução, morte e retorno ao Autor do nosso ser, vemos por toda a parte à nossa volta e reconhecemos o facto de que são actividades do Deus Tri Uno em manifestação.

Será que já imaginamos um mundo espiritual onde não existem acontecimentos definidos, onde não há condições estáticas, onde o princípio e o fim de todas as aventuras, de todos os tempos, estão presentes no eterno "Aqui"e "Agora"?

Do seio do Pai há uma permanente saída das sementes das coisas e acontecimentos que entram no reino do "tempo" e do "espaço". Aí elas gradualmente cristalizam-se e tornam-se inertes, sendo necessária a sua dissolução para que possam dar lugar a outras coisas e a outros acontecimentos.

Não podemos fugir desta Lei Cósmica; ela aplica-se no reino do "tempo" e do "espaço", inclusive ao próprio raio de Cristo. Da mesma maneira que os rios, cujas águas são lançadas no oceano, se enchem novamente quando as águas do mar são evaporadas e a eles retornam como chuva, para de novo correrem para o mar, num incessante fluxo e refluxo, assim também o espírito de amor está eternamente nascendo do Pai, dia a dia, hora a hora, fluindo interminavelmente no universo solar para nos remir do mundo da matéria que nos prende nas suas garras de morte. Onda após onda é assim impelida do Sol para todos os planetas, dirigindo ritmicamente as criaturas que neles evoluem.

Dessa maneira é, no sentido mais real e mais literal, um Cristo recém-nascido que nós saudamos em cada festa de Natal que se aproxima, e o Natal é o acontecimento anual mais vital para toda a humanidade, saibamo-lo ou não. Não é apenas a comemoração da data natalícia do nosso amado Irmão Maior Jesus, mas o advento do rejuvenescedor amor-vida do nosso Pai Celestial, por Ele enviado para livrar o mundo das garras mortais do Inverno. Sem esta nova infusão de vida e de energia divina, cedo pereceríamos fisicamente, e todo o nosso progresso regular teria sido inútil, pelo menos no que se refere às nossas actuais linhas de desenvolvimento.

Infinita fonte de amor divino, o nosso Pai Celestial ama-nos, assim como um pai ama seu filho, pois, Ele conhece a nossa debilidade física e espiritual; Ele reconhece a nossa dependência. Por isso, estamos agora esperando confiantemente o nascimento místico do Cristo de um outro ano, carregado com nova vida e amor, enviados pelo Pai para nos socorrer da fome física e espiritual que seria inevitável, não fôra essa dádiva de amor anual.

Com tempo, todo o mundo compreenderá que "Deus é Espírito" e que em Espírito e em Verdade deverá ser adorado. Nada podemos fazer para que possamos retratá-lo, pois Ele não é semelhante a nenhuma coisa existente nem no céu nem na Terra.

Podemos ver os veículos físicos de Jeová circulando como satélites em torno de vários planetas; podemos ver o Sol, que é o veículo visível do Cristo; mas o Sol Invisível, que é o veículo do Pai, e a origem de tudo, aparece aos maiores videntes humanos apenas como uma oitava superior da fotosfera do Sol, como um anel de luz azul-violeta, por trás do Sol.

Porém, não necessitamos vê-Lo; sentimos o Seu Amor, e este sentimento nunca é tão intenso como por ocasião do Natal, quando Ele nos dá o maior de todos os presentes: o Cristo do Ano Novo.

Toda e qualquer partícula de energia física provém do Sol visível; e é do invisível Sol espiritual que obtemos toda a nossa energia espiritual. No momento presente não podemos olhar directamente para o Sol, se assim fizéssemos ficaríamos cegos. Podemos porém, olhar para a luz solar reflectida que vem da Lua. Assim também o homem não pode resistir ao impulso espiritual directo vindo do Sol e por isso esse impulso tem de ser enviado por meio da Lua, pelas mãos e por intermédio de Jeová, o regente da Lua, como religião de raça. Somente pela Iniciação é possível chegar ao contacto directo com o impulso espiritual do Sol. Um véu pendia diante do Templo.

Dessa forma, na Noite Santa a que chamamos Noite de Natal, era costume entre os homens sábios (os Magos) - aqueles que estavam muito na vanguarda da humanidade comum - chamar aqueles que também se preparavam para se tornar sábios e conduzi-los à Iniciação, no interior dos Templos. Levavam-se a efeito certas cerimónias e os candidatos entravam em transe. Nesse tempo nao seria possível a Iniciação em estado de vigília; tinha que ser cumprida em estado de transe.

Quando a percepção espiritual despertava nos candidatos, estes podiam ver através da Terra; nao viam nenhum detalhe, mas a Terra tornava-se transparente e eles viam o Sol do outro lado da Terra, viam o que se chamava a "A Estrela da Meia-Noite".

Posteriormente foi possível ao homem receber o impulso espiritual mais directamente, e quando chegou a ocasião em que o Espírito de Cristo pôde ser admitido na Terra - através da nossa evolução, um Raio do Cristo Cósmico veio até nós e encarnou-se no corpo do nosso Irmão Maior Jesus. Foi assim que veio o Espírito de Cristo, o ponto de partida do impulso espiritual directo.

Exotericamente o Sol tem sido considerado desde tempos imemoráveis como o doador de vida, porque a multidão era incapaz de ver a grande verdade espiritual existente por trás desse símbolo material. No entanto, para além daqueles que adoravam o corpo celeste que viam com os olhos físicos, havia também, e ainda hoje há, uma pequena, porém crescente minoria, um sacerdócio consagrado mais pelas acções rectas do que pelo ritual, que via e vê as verdades espirituais, essas verdades sob a forma de cerimonial, cerimonial esse que mudava de acordo com o tempo e com o povo a que era destinado. Para esses, a lendária Estrela de Belém brilha todos os anos como o Sol Místico da Meia-Noite que penetra nosso planeta no Solstício de Dezembro e logo começa a irradiar, do centro do nosso globo, a Vida, a Luz e o Amor, os três atributos divinos. Estes raios de força e de esplendor espiritual enchem nosso globo com luz celestial que envolve todas as criaturas sobre a Terra, da menor à maior, indistintamente.

Nesta Noite Santa da qual acabamos de falar, quando o Cristo nasce, como um Sol, para iluminar a nossa escuridão, a influência espiritual é mais forte e pode ser atingida com muito maior facilidade. Esta é a grande verdade encoberta pela Estrela da Noite Santa, que iluminava a noite mais escura e comprida do ano - para o hemisfério norte. (Esta noite mais escura e mais longa simboliza também o desesperado estado de alma daquele que procura a Iniciação).

Quando o Cristo aqui chegou, alterou as vibrações da Terra e desde então continua a alterá-las constantemente. Cristo rasgou o "Véu do Templo". Ele tornou o Santo dos Santos - o lugar da Iniciação - acessível a "todo aquele que quiser".

Desde então, não houve mais necessidade de transe; não é mais necessário provocar estados subjectivos com o propósito de conseguir a Iniciação. Todo aquele que quiser penetrar no Templo para se iniciar, fá-lo-á em estado consciente.

Na Ordem Rosacruz, os nove mistérios menores, ou Iniciações Menores, referem-se somente à evolução da humanidade durante o Período Terrestre; o quinto grau desses Mistérios conduz o candidato ao final do Período Terrestre quando a humanidade gloriosa estará assimilando os frutos desse Período, retirando-os dos sete globos nos quais evoluímos durante cada dia de Manifestação, para transportá-los ao primeiro dos cinco globos obscuros que constituem nossa vivenda durante a Noite Cósmica. Depois de ter visto o fim, no quinto grau, o candidato é informado sobre os meios pelos quais este final será atingido no decorrer das três revoluções e meia que faltam para completar-se o Período Terrestre; os quatro graus restantes são dedicados à iluminação do candidato a esse respeito. O nono ou último desses graus é atingido nos solstícios de verão e de inverno, tendo o candidato, por essa ocasião, obtido acesso a todas as camadas ou estratos da Terra.

Este é o grande destino que está reservado a cada um de nós. Disse o Cristo aos Seus discípulos: "Aquele que crer em Mim, fará as coisas que eu faço... e ainda maiores". É um facto sublime nós sermos Cristos em formação; quanto mais cedo nos convencermos que devemos dar nascimento ao Cristo Interno antes de podermos ver o Cristo exterior, mais depressa chegará o dia da nossa iluminação espiritual. Cada um de nós será, oportunamente, conduzido pela Estrela até ao Cristo, mas é necessário acentuar, que não seremos conduzidos a um Cristo exterior, mas ao Cristo que está no Interior.

"Embora Cristo possa nascer mil vezes em Belém, Se não nascer dentro de ti, tua alma continuará extraviada".

 

CONCENTRAÇAO (10 minutos)

 

MÚSICA

Hino Rosacruz de Encerramento.

 

O leitor cobre o emblema e profere a seguinte exortaçao de despedida:

"E agora, queridas Irmãs e Irmãos, que vamos partir de volta ao mundo material, levemos a firme resolução de expressar, em nossas vidas diárias, os elevados ideais de espiritualidades que aqui recebemos, para que, dia a dia, nos tornemos melhores homens e mulheres, e mais dignos de sermos utilizados como colaboradores conscientes, na obra benfeitora dos Irmãos Maiores, em Serviço da Humanidade" 

 


 

 

 

 

 

 

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